O levantamento com VANTs permite a obtenção de informação fiável e detalhada, georreferenciada, de uma forma expedita e a baixo custo quando comparada com as técnicas tradicionalmente utilizadas, de voo em aeronaves tripuladas ou por equipas no terreno.
Uma das vantagens na utilização de um VANT na recolha de dados para aerofotogrametria, quando comparado a aeronaves tripuladas, é a baixa altitude de voo. O mosaico de ortofotos, com elevada resolução, produzidos a partir de um voo de baixa altitude oferece detalhes de elevada fiabilidade que são impossíveis de se obter com outros métodos de levantamento.
A fotografia aérea é uma ferramenta não destrutiva, apresentando resultados muito positivos por serem fiáveis, portáteis, pela alta resolução de suas imagens, pela disponibilidade no mercado de software de fotogrametria, pela potencialidade de incorporar diferentes sensores, cobrir áreas extensas e de difícil acesso, e possibilitar a geração de vários produtos para registro, análise e divulgação de resultados, entre outros.
NDVI – Normalized Difference Vegetation Index
Extracção de informação a partir de dados captados pelos sensores, por meio de avaliação da distribuição espectral com resolução radiométrica RGB e Infravermelho Próximo (NIR), para posterior cálculo dos índices e elaboração de mapas temáticos de descrição do uso e ocupação do solo
O pigmento nas folhas da planta, a clorofila, absorve fortemente a luz visível para uso na fotossíntese, por outro lado, a estrutura celular das folhas reflecte fortemente a luz do infravermelho próximo. Quanto mais folhas uma planta tem, mais estes comprimentos de onda de luz são afectados.
Os sensores podem quantificar a fração da radiação fotossinteticamente ativa absorvida pela vegetação, i.é, quanta mais luz solar visível uma planta estiver a absorver, mais elevada é a sua fotossíntese e subsequentemente mais elevado o seu estado produtivo. Por outro lado, quanto menos luz solar a planta absorve, menor é a sua fotossíntese e menos produtiva.
Cada um destes cenários pode ser traduzido num valor de NDVI que, ao longo do tempo, pode ser usado para estabelecer as condições de crescimento “normais” da vegetação numa dada região, durante um determinado período.
Quando analisado através do tempo, o NDVI pode revelar onde a vegetação prospera e onde está sob stress, bem como mudanças devido a atividades humanas como desmatação ou distúrbios naturais como incêndios ou mudanças no estádio fenológico das plantas.
Áreas de rocha estéril, areia ou neve geralmente mostram valores muito baixos de NDVI, vegetação esparsa, como arbustos e pastagens pode resultar em valores moderados de NDVI, enquanto valores elevados de NDVI correspondem a vegetação densa como a encontrada em florestas ou culturas no pico do crescimento.
FLIR – Forward Looking InfraRed
Os sistemas FLIR são constituídos por uma câmara termográfica que detecta radiação infravermelha, gerando uma imagem possível de ser transmitida por vídeo. O comprimento de onda do infravermelho detectado pelas câmaras de imagem térmica difere significativamente do da visão noturna, que opera nas faixas de luz visível e infravermelho próximo.
As câmaras de imagem térmica são excelentes ferramentas para visão noturna, uma vez que não precisam de uma fonte de iluminação para detectar a radiação térmica, inclusive através de neblina, chuva e fumo pouco denso. Não podem, no entanto, ver através de vidro ou acrílico, pois ambos têm assinatura térmica própria e são opacos à radiação infravermelha de ondas longas.
É assim possível aos bombeiros detectar rapidamente o foco de um incêndio ou a equipas de busca e salvamento a identificação da assinatura de calor de vítimas em ambiente de baixa visibilidade ou mais frio.
